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terça-feira, 23 de abril de 2013

A poesia Ribeira de Julião "Julio Cesar Costa"



Júlio Cesar da Costa ou simplesmente Julião .
Poeta e declamador, Júlio Cesar da Costa vem desenvolvendo trabalhos com literatura desde os anos 90 quando lançou seu livro de estreia “Cacos de Mim” pela Edicon editora e consultoria em 1994. Antes ainda muito jovem participou de movimentos literários na região do Vale do Ribeira, sempre teve como característica a preocupação com a oralidade, o uso da verbalização como instrumento de subversão de aspectos do poema, tornando-o mais atrativo, isso tudo contribuiu para formação de um exímio declamador. Nesse mesmo período fundou ao lado do Cantador Antônio de Lara Mendes o “Grupo Cultural Batucajé do Vale”, que tem como objetivo através da música e da poesia divulgar aspectos da cultura tradicional do Vale do Ribeira, tendo como cenário a questões socioambientais, povos tradicionais (Caiçaras, quilombolas, Ribeirinhos), o fandango caiçara e a oralidade. O poeta Júlio Cesar Costa conseguiu com seu trabalho no grupo Cultural Batucajé do Vale evidenciar aspectos da poesia popular, transportadas no linguajar, nas histórias. Em fevereiro de 2009 lançou o livro “Sortilégios e Tesouros: Poemas, Causos e Lendas do Vale do Ribeira", com 200 paginas ISBN 978-85-62237-00-3 pela editora Inteligência”. O poeta viajou por quase todas as cidades da região divulgando a publicação com apresentações e saraus em casas de cultura, escolas, praças e bares.
Recentemente o poeta lançou Na Ribeira da Poesia .

Publicações

Cacos de Mim Poesia Arte ISBN 85-290- editora Edicon 1994
Sortilégio e tesouros: Poemas, Causos e Lendas do Vale do Ribeira ISBN 978-85-62237-00-3 Editora Inteligência SP.
Na Ribeira da Poesia 2013 ISBN 978-85-62237-12-6
Editora Inteligência SP.

Contatos com o autor

juliojuliaopoeta@gmail.com

http://naribweiradapoesia.blogspot.com.br/






A lira dos ventos

Quando o amor encontrou
Minha face no chão
Resgatou-me, ergueu-me
Como um redemoinho
Levando um papel.

E eu ainda sem forças
Escorei-me nas encostas dos morros
E deixei que a chuva escorresse entre meus dedos
Como uma grande árvore que faz sua própria intempérie.

E a claridade da manhã me fez ver
Quão diferentes tons verdes cobriam o cabelo das matas

Quando a amor encontrou
Minha face no chão
Arrastou-me, jogou-me
Como uma enxurrada
No fim de estação...

Eu pude caminhar sobre as águas
E ver-te ninfa entre ninfeáceas
Brancas como arredondados seixos
Amarelas como broas de pétalas
E vermelhas como céu da tarde.

E das costas do outeiro
Pendurei-me nas bordas do arco-íris
E voei como voa  um cuitelinho
Só para sentires
Mesmo que tardiamente o
No ruflar de minhas asas.
A cantiga cantada da lira dos ventos.


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