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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Corpos Apodrecidos

Aqui as rosas estão morrendo necroseadas
No tumulo dos cemitérios
Onde antes havia pulos de alegria
Hoje restaram corpos cortados
Por munições traçantes
Jorra sangue
E a enxurrada que passa leva corpo
Não há conforto num barraco com mofo
Não há conforto num caixão pra morto
Aqui as rosas choram ao lado dos corpos
Nos túmulos dos pobres
Nos túmulos dos ricos
Porque no final todos os corpos apodrecem

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